Como não descontar o stress na comida



Entre minhas atividades está fazer parte da coluna Pergunte ao Especialista do site Minha Vida, esta semana recebi uma pergunta que retrata a realidade de muitos de nós, por isso resolvi dividi-la com vocês.

A pergunta foi:
Sou muito ansiosa, nervosa, me estresso muito e desconto na comida. O que fazer?

Essa é uma situação muito comum hoje em dia. Temos cada vez menos tempo e mais tarefas, o que as vezes, nos deixa fora do eixo.

É ótimo que você tenha descoberto que sua "válvula de escape" atual, é a comida.

Uma das formas mais eficazes de lidar com esse tipo de situação é tentando trabalhar na causa.
Veja, você escreveu: sou ansiosa, preocupa, me estresso e desconto na comida. 
Muito provavelmente se você conseguisse maneiras de ficar menos ansiosa, preocupada e estressada  não teria porque descontar na comida.

Pense e procure dentro de você, coisas relaxantes, que possa incluir na sua rotina. 
Para ajudar vou dar alguns exemplos: cantar ou ouvir músicas que goste, tomar um banho relaxante chegando em casa (sentindo a água cair sobre seu corpo e imaginando-a "levando ralo à baixo" o estresse do seu dia), praticar uma atividade física que goste (neste caso você soma a liberação da serotonina, hormônio relaxante, liberado naturalmente quando praticamos exercício), fazer uma massagem, um trabalho manual, baixar um aplicativo de relaxamento no celular (há alguns de 5 minutos)....Procure dentro de você, e comece a praticar!

O que também pode ajudar é refletir um pouco antes do ato de comer, tentando "combater" o impulso de descontar na comida. Neste caso quando estiver ansiosa ou estressada demais, tente fazer alguma atividade relaxante antes de sentar à mesa, assim conseguirá ter maior controle sobre suas escolhas alimentares.
Para que isso seja possível, comer em intervalos menores pode ajudar, afinal, se chegar em casa "varada" de fome, depois de um dia cansativo e estressante estará louca para abrir os armários e não conseguirá pensar em fazer nada antes de resolver a fome. 
Ter sempre alguma coisa para comer entre as refeições e na volta para casa ajuda bastante. Você pode optar por frutas frescas, secas (uva passa, ameixa, damascos, morangos...), desidratadas (abacaxi, manga...), castanhas, nozes, amêndoas, bolachas sem recheio... Assim, sem fome física, fica mais fácil perceber que a fome é "emocional" e assim trata-la com a solução adequada.

Espero que as dicas ajudem.

Vem chegando o verão!




Entenda um pouco sobre o que as dietas fazem com seu corpo e sua cabeça.

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Minha palestra ministrada no grupo Minha Vida sobre as mudanças dos nossos padrões alimentares e as recomendações do Ministério da Saúde sobre como ter uma alimentação mais saudável.

Segunda sem carne

Você já conhece esta campanha?
A ideia dela não é nos transformar em vegetarianos, mas sensibilizar as pessoas para reduzirem o consumo de carne, uma vez que para sua produção temos um gasto muito grande de recursos naturais.
Decidi falar da campanha hoje porque ela vem de encontro ao tema do Dia Mundial da Alimentação comemorado ontem (16 de outubro).


A data é estabelecida mundialmente para nos lembrar que precisamos ter cuidados na produção e consumo de alimentos para garantir a oferta para as próximas gerações.
Para mim, estas duas campanhas tem o mesmo propósito: fazer com que tenhamos uma alimentação mais consciente, com menor uso de recursos naturais, garantindo alimentos para mais pessoas e gerações.

Você pode dizer que não consome 1kg de carne em uma segunda-feira, mas em 4 ou 6, muito provavelmente. 
Se você deixar de consumir este 1kg de carne no mês está fazendo uma economia de 15m³ de água, isso é mais do que muitas famílias consomem no mês (dá uma olhadinha na sua conta de água, aqui em casa fica entre 8 e 10m³). É uma boa economia, não acha?

Outro modo de ajudar é comprando alimentos em feiras orgânicas (que além serem benéficos à saúde, por não  possuírem agrotóxicos, são produzidos de forma sustentável, com menor agressão ao solo e ao meio ambiente).

Você pode conferir as feiras de orgânicos no link abaixo:
http://feirasorganicas.idec.org.br/

Como já disse no vídeo sobre a feira (clique e confira)  do meu bairro, às vezes, em uma feira normal (não orgânica) você encontra bancas de orgânicos ou de agricultura familiar.

Você pode comprar também em feiras direto do produtor, que constam na lista do IDEC. Neste caso, além das vantagens sustentáveis e para sua saúde, você economiza.

Você também pode fazer uma pequena horta na sua casa, ganhando saúde, interação com a natureza, sustentabilidade, economizando dinheiro..... as vantagens são muitas.
Neste link aqui você confere como fizemos aqui em casa.

Outra forma de ajudar é comprar e preparar os alimentos em porções mais adequadas à sua família, combatendo o desperdício.
Ou ainda preparar porções maiores e congela-las porcionadas, (leia minhas dicas sobre isso aqui) economizando tempo, gás e diminuindo drasticamente as perdas em casa.

Pense mais sobre o que você pode fazer para garantir a oferta de alimentos da próximas gerações. O planeta, seus filhos, netos e bisnetos agradecem! 

Diferença entre os carboidratos





Quem nunca ouviu dizer que comer pão, arroz, macarrão, cereais e farinha na versão integral, emagrece?
Mas será que isso é verdade?
Sim e não. Na maioria dos casos os alimentos integrais não tem menor número de calorias que a versão refinada, porém, devido à presença das fibras, sua digestão é mais lenta. Isso traz algumas vantagens:

1- os alimentos integrais proporcionam maior saciedade, fazendo, muitas vezes, com que você ingira um volume menor e demore mais tempo para sentir fome.

2- eles são fonte de carboidratos complexos, que precisam passar por mais “quebras” para serem transformados em glicose (energia usada pelo corpo), o que também significa que o corpo tem mais “trabalho” para usar este tipo de nutriente, (o que alguns estudos sugerem que gera maior gasto energético).

3- o fato da glicose ser liberada de forma mais lenta faz com que o corpo tenha mais tempo para utilizá-la, o que evita que ele transforme o excesso de energia em gordura  corporal, processo que geralmente acontece quando consumimos carboidratos simples (doces principalmente). Isso porque o organismo recebe uma quantidade de glicose maior do que é capaz de “utilizar” em um mesmo momento, e como fomos “biologicamente” preparados para períodos de escassez, o corpo “guarda” esse excesso de energia, principalmente na região da cintura. Por isso, preferir alimentos de versão integral diminui a chance de acumular gordurinhas na cintura.
Essa distribuição mais lenta da glicose é especialmente benéfica para o momento do exercício. (leia mais sobre isso aqui).

Se fossemos colocar a diferença do ritmo de liberação da glicose dos diferentes grupos alimentares, teríamos um gráfico mais ou menos assim.

 
* açúcar = qualquer tipo de doce
* pão francês = arroz branco, farinha refinada, massas
*pão integral = arroz integral, farinha integral, cereal integral, massas de versão integral

4 - os alimentos de versão integral são ricos em fibras, isso faz com que eles melhorem o funcionamento intestinal, desde que você tenha um consumo adequado de água. Caso contrario, o intestino pode ter seu funcionamento prejudicado pela falta de líquido.

5- como preservam a casca, estes alimentos oferecem maior oferta de nutrientes, a maioria deles é fonte de vitaminas do complexo B (que colabora nas funções cerebrais e para melhora da memória) e em zinco (que ajuda no bom funcionamento do sistema imunológico e na prevenção de doenças cardíacas).

Embora o consumo de alimentos de versão integral tenham inúmeros benefícios, não devemos pensar que somente é possível emagrecer ou ter uma alimentação saudável comendo alimentos integrais.
Se eles não agradam o seu paladar você pode continuar comendo os refinados, e incluir na mesma refeição alimentos ricos em fibras, como uma fruta no café da manhã e uma salada no almoço.


Leia mais sobre esse assunto em minha entrevista ao jornal Diário da Região. Clicando aqui.